Assessoria e Dicas para os Passageiros da viagem ao Sul da India


ATENÇÃO: A partir de 28/12 entre em contato com a Ana

Para tirar dúvidas sobre roupas, comida, malas ou qualquer outro assunto referente à preparação para a viagem, entre em contato com ela pelos telefones abaixo. Eu embarco nesse dia rumo a Indochina. Acompanhe essa viagem através dessa página do  facebook: https://www.facebook.com/Turismo.e.Espiritualidade.

Encontrarei com você em Chennai!

Grande abraço!

Andrês


Boas vindas!

Boas vindas!

Olá! Nossas primeiras palavras são para dar-lhe “oficialmente” as boas vindas à essa viagem maravilhosa e iniciarmos o prazeroso trabalho de ajudar você e cada passageiro em seus preparativos para que a viagem seja verdadeiramente encantadora.

A partir de agora, escreveremos sobre o clima, a roupa, o dinheiro a levar, etc. Incluiremos também respostas às perguntas que os passageiros fizerem. Se você tiver duvidas, pode escrever-nos sem qualquer receio. Dessa forma, as dúvidas de um, contribuirão com o esclarecimento de todos os membros do grupo.

Para entrar em contato com o Andrês, os telefones são:

O residencial: (19) 2511-1335

O celular: (19) 99223-2773

O e-mail: diretor@isvara.com.br

 

Para entrar em contato com a Ana, os telefones são:

O residencial: (19) 2511-9663

O celular: (19) 98826-6354

O e-mail: anaceregatti102@gmail.com


Sobre comida e água

Esse é um tema muito importante, uma vez que a Índia é bastante conhecida pela sua culinária condimentada e picante. 

Então, fica a pergunta: tem como pedir sem pimenta? 

Certamente teremos opções sem pimenta, especialmente nos hotéis que oferecem comida internacional. Já nos restaurantes de comida indiana, quando pedirmos sem pimenta, ela virá sem pimenta, porém com outros condimentos. O que acontece é que os indianos tradicionalmente temperam seus alimentos usando uma variedade de especiarias – você entenderá a viagem de Colombo em busca de especiarias ao ver a enorme quantidade de condimentos que há na Índia! Então, muitos pratos não levam pimenta, mas têm curry, gengibre e diversas “massalas” (mistura de condimentos), o que confere o sabor picante aos pratos.

Nas grandes cidades, teremos muitas opções de comida internacional para quem não quiser os sabores indianos. 

Durante a viagem pelas pequenas cidades, a oferta de comida internacional será menor, porém, mesmo assim, conseguiremos comer comida menos condimentada. Uma sugestão que pode ser útil: comece a comer com pimenta desde agora. Isso irá acostumando o seu corpo à pimenta de forma gradual.

 

E qual é o valor médio das refeições, sem bebida? 

A comida é muito barata, mesmo nos bons restaurantes. Mesmo sendo caras para os padrões indianos, as refeições nesses lugares raramente serão mais caras do que em um restaurante por quilo no Brasil.

 

Vale a pena levar alguns saquinhos de chá?

Na Índia, pela sua tradição, poderemos apreciar um excelente chá preto. Outros chás podem ser encontrados nas lojas ou ocasionalmente nos hotéis, porém o normal é encontrar apenas chá preto. Se você tem o hábito de tomar chá preto, não há problema algum em levar alguns saquinhos daqueles que tem costume de beber, já que trata-se de algo bem pequeno e muito leve. Além do mais, pode ser gostoso, no meio da viagem, lembrar por exemplo do gostinho bem brasileiro do capim cidreira.

Nos quartos dos hotéis normalmente há um aquecedor de água específico para esse fim, sendo possível preparar um par de xícaras. Com eles também é possível preparar sopas instantâneas, que também sugerimos levar daqui.

Vale a pena levar lanchinhos?

Certamente! Eles serão especialmente úteis durante o dia, já que os horários das refeições dependerão do roteiro. Obviamente que procuraremos almoçar dentro de uma determinada faixa de horário, mas esses petiscos, como barrinhas de cereal, frutas secas e castanhas, são especialmente recomendados no caso de algum passeio se estender mais do que o previsto. Eles também são bem úteis para quem é muito sensível aos horários das refeições. Exorcizar o mau humor produzido pela fome é fácil, basta mastigar algo gostoso! 

Mas não é necessário encher a mala de biscoitos! Leve apenas para os primeiros dias, pois certamente teremos como repor esses mantimentos por lá.

 

Tomaremos água mineral?

Outro tema importante é sobre a água. Na Índia, durante toda a viagem, beberemos somente água mineral, apesar de a água oferecida nas grandes cidades ser perfeitamente potável. 

Se desejar outro tipo de bebida, tome refrigerante ou sucos em latinhas. Sucos naturais estão liberados somente dentro dos grandes hotéis.

É bom lembrar também de não pedir gelo para as bebidas, uma vez que ele pode não ter sido feito de água mineral.

Outra dica importante é usar a água mineral para escovar os dentes nos primeiros dias em terras indianas.

A explicação é que, por morarmos em outro país, nosso corpo ainda não entrou em contato com as bactérias normalmente presentes no ar e na água da Índia e por isso nosso sistema imunológico não está preparado para enfrenta-las. Não que elas sejam especialmente prejudiciais, mas sim que pode levar um tempo até que haja essa acomodação das nossas defesas. 

 

 

Havendo esse contato nos primeiros dias, o risco é de ter uma diarreia, que incomodará um ou dois dias. Algo muito desagradável numa viagem, porém nada realmente perigoso.

Pelo mesmo motivo é desaconselhado comer qualquer coisa crua, tipo saladas e frutas, fora dos grandes hotéis. Banana é a única fruta possível de ser comprada e comida na rua, desde que seja descascada por você mesmo.

Esses cuidados são especialmente importantes nos três primeiros dias na Índia, porque o corpo estará especialmente sensível devido ao natural desgaste com a adaptação a um novo fuso horário, a um novo clima e a um novo ritmo.

Tudo isso soa mais assustador do que é na realidade! O fato é que alguns dos participantes dos grupos acabam entrando em contato com água comum antes da hora e, normalmente, nada acontece. 

A água mineral é barata e fácil de ser comprada em qualquer lugar, especialmente nos pontos turísticos. 

Aconselhamos ter sempre uma garrafa consigo durante os passeios.


Sobre as roupas a usar durante a viagem

Esse é um tema importante para um dos objetivos da nossa viagem: sermos recebidos de braços abertos e interagirmos com o maravilhoso povo indiano! Por isso, quanto menos ocidental nos apresentarmos, maior a sintonia que conseguiremos estabelecer com eles.

A Índia sempre nos recebe muito bem, mas receberá muito melhor um ocidental respeitoso da cultura e que demonstra a intenção de se adaptar ao seu estilo.

Por isso, se nos vestirmos de modo agressivo à cultura, as pessoas poderão se sentir perturbadas ou até agredidas pela nossa atitude. Se, ao contrário, tentarmos nos adaptar à cultura local, esse esforço será reconhecido (mesmo que inconscientemente) e as pessoas se sentirão mais próximas de nós. 

Para as mulheres, o item roupa é de especial importância, uma vez que para os indianos as mulheres ocidentais são demasiadamente “ousadas”. Por isso, elas despertam muita curiosidade e atração. 

Assim, é fundamental evitar completamente roupas que exponham ou que marquem o corpo. Nesse sentido, as viagens durante o inverno facilitam as coisas porque naturalmente cobrimos mais o corpo.

Para os os dias mais quentes, as mulheres não devem levar roupas decotadas e transparentes, camisetas regatas ou que mostrem os ombros, camisetas que marquem o corpo, saias curtas (saias longas estão liberadas, se forem soltas), bermudas ou shorts, calças apertadas e que marquem o bumbum (nesse caso, o uso de uma bata comprida e solta, que cubra totalmente os quadris, resolve a questão).

É importante, também, esclarecer que o que é "solto" para o nosso padrão provavelmente é "muito justo" para o padrão indiano. Assim, se ao pensar numa peça de roupa você ficar na dúvida se é muito justa ou não, certamente estará justa para o padrão indiano.

O ideal é, no início da viagem, comprar algumas roupas indianas que são mais soltas e que escondem o corpo, como calças saruel, saias longas, batas, punjabi suits (conjunto de calça, bata e lenço) e até sáris. 

A maioria das mulheres opta mesmo por comprar roupas indianas, não só para se sentir mais ambientada, mas especialmente pelo prazer de vestir as mil cores que as indianas usam!

No caso dos homens, poucos cuidados com as roupas são necessários. Os indianos se vestem com cores neutras, bem discretas e não mostram muito o corpo. Por isso, esqueça as bermudas, embora não sejam proibidas. Prefira calças compridas e não muito apertadas. 

É possível também para os homens comprar calças e batas indianas, tradicionais ou feitas especialmente para turistas. 

Sugerimos que, dentro do possível, leve pouca variedade de roupas, para evitar carregar peso desnecessário. Além disso, as roupas são muito baratas e, em caso de necessidade, sempre será possível comprar algo por lá.

Uma dica interessante é levar roupas que possam ser deixadas por lá depois de usadas, abrindo espaço na mala para as compras. Vale deixar de tudo: desde meias e camisetas até agasalhos mais pesados.


Qual calçado é mais conveniente?

 

O calçado escolhido deve ser fácil de tirar e de calçar. Isso é o mais importante. Também deve ser confortável, levando em conta que caminharemos diariamente.

Em geral, dois pares são suficientes. Se desejar, pode levar uma sandália, tipo papete, ideal para climas quentes. Os "crocs" também foram testados e aprovados por vários passageiros, principalmente pela sua praticidade: são leves, fáceis de calçar e de limpar. Tênis velhos, "amaciados", são bons também porém costuma ser demorado desamarrar e amarrar o cadarço.

A mesma dica dada para as roupas serve para os sapatos: caso queria se desfazer de algum, use-o durante a viagem e no final deixe-o em algum lugar ou no próprio hotel. Mais um espaço que se abre na mala para as compras!!!

Importante dizer que, para entrar em templos, lugares sagrados ou até mesmo em algumas lojas, teremos que tirar os sapatos. Por isso recomendamos que eles sejam fáceis de tirar e pôr. Pelo mesmo motivo, é bom levarmos vários pares de meias – preferencialmente de cores escuras – pois andaremos de meia muitas vezes e elas poderão encardir. Uma possibilidade é carregar consigo um par específico para quando tiver que tirar os sapatos. Ou então, levar meias que possam ser deixadas por lá após o uso.

Os templos, em sua maioria, são de pedra. Em dias quentes é tranquilo e até agradável. Mas, no inverno, o chão fica muito gelado. Por isso, a maioria das pessoas prefere entrar de meias. Porém, como algumas pedras, como o mármore, são lisas e escorregadias, recomendamos levar aquelas meias que vêm com borracha na sola (igual àquelas usadas para fazer hidroginástica), para evitar quedas.


Sobre as Gorjetas

Dar gorjetas é algo que não fazemos no Brasil, mas que faz parte da cultura indiana. É uma grande diferença cultural e por isso é necessário ter flexibilidade mental e emocional para entender que teremos que dar gorjeta!

É verdade que a pessoa que carrega a mala no hotel, o motorista do ônibus ou o guia de cada cidade estão contratados e todos eles receberão algum salário pelo seu trabalho. Porém, todos eles contam com a gorjeta. Eles são atenciosos e gentis também com a intenção de receber uma gorjeta polpuda (porque a gorjeta básica é tida como obrigação). 

É importante enfatizar essa questão porque chega uma hora que nós nos cansamos de ter que dar gorjeta o tempo todo…

Isso quer dizer que você gastará uma fortuna com gorjetas? Não! Será muito pouco, algo em torno de R$ 200 em toda a viagem. A questão não é o valor, mas o fato de que será feito muitas e muitas vezes: em cada cidade, em cada hotel, com cada carregador de malas, com cada motorista, com cada guia.

Vamos fazer um conte rápida, para ter uma ideia mais precisa dos valores:

Considerando os câmbios atuais (em 6 de dezembro de 2014), onde aproximadamente 1 dólar = R$ 2,60 = 62 rúpias, podemos criar uma  “tabelinha de gorjetas”:

- Por cada mala carregada: 50 rúpias (menos de 1 dólar ou R$ 2,00).

- Para os motoristas dos ônibus no final dos passeios em cada cidade, coletaremos 200 rúpias cada passageiro (aproximadamente U$ 3,20 ou R$ 8,40)

- Para os guias, coletaremos 300 rúpias por cada dia que esteve conosco (aproximadamente U$ 4,80 ou R$ 12,00)

A gorjeta é formada por dois elementos:

1) Você dá a gorjeta básica porque isso é o culturalmente esperado – isso é nossa “obrigação”

2) Você pode dar um extra se o serviço foi ótimo

Isso é para deixar bem claro que, mesmo quando o serviço não for excelente, ainda assim espera-se uma gorjeta.

É importante entender o fenômeno “gorjeta” segundo o significado que tem na Índia e não conforme o significado que tem no Brasil.


Sobre dinheiro, cartões de crédito e afins

Quanto levar em moeda para refeições, gorjetas e compras?

Essa é uma pergunta difícil de responder, porque depende muito do padrão de cada um.

Na Índia, o gasto básico fica restrito à comida e às gorjetas (para guias, motoristas dos ônibus, carregadores de mala nos hotéis). Isso deve dar em torno de 600 dólares.

Fora isso, você gastará com presentes, massagens, uma refeição mais sofisticada ou algum passeio extra que eventualmente faça nos momentos livres que teremos. O gasto com presentes oscilará muito conforme o tipo do objeto comprado. Fica difícil precisar o valor. 

Pela nossa experiência com os vários grupos, consideramos um gasto com presentes entre 300 e 1500 dólares.

Levando em conta que os valores são aproximados e que incluem uma boa margem de erro, podemos considerar três possibilidades:

1) Faixa Econômica – U$ de 600 a 1000: para quem quer gastar o mínimo possível e não faz questão de pratos muito sofisticados, nem de presentes muito caros. Para quem quer curtir o passeio e conhecer a Índia gastando o mínimo possível.

2) Faixa Intermediária – U$ de 1000 a 1800: para quem quer se sentir à vontade para comer o que quiser sem olhar os preços, comprar muitos objetos baratos ou de preço médio e uns poucos mais caros.

3) Faixa “Quanto custa? Tudo bem, eu levo!” – acima de U$ 1800: para quem pretende comprar coisas de valor mais alto, como tapetes, joias, artesanatos que são quase obras de arte, etc.

Sobre troca de dólares e euros

Na Índia, pagaremos tudo em rúpias. Podemos levar dólares ou  euros indistintamente. Ambos são  bem aceitos e é possível troca-los no aeroporto, em casas de câmbio das grandes cidades e em alguns hotéis. Trocar nos bancos é algo burocrático e demorado.

Na chegada à Índia, trocaremos uma quantidade maior de dólares porque estaremos no início da viagem. Já no final da viagem, trocaremos aos poucos e mais frequentemente, evitando ficar com excesso de rúpias e a recompra dólares, onde certamente perderemos dinheiro.

 

E os cartões de crédito?

Como regra geral, eles serão aceitos nas grandes lojas e em shoppings centers. Nos restaurantes, normalmente, as refeições são pagas em dinheiro.

Retiradas em caixas eletrônicos serão possíveis somente nas grandes cidades. Por isso, prefira levar seu dinheiro em espécie, porque será mais fácil, mais rápido e menos burocrático troca-lo por moeda local.

Lembre-se que hoje paga-se 6% de IOF sobre as compras feitas com o cartão de crédito no exterior. 

Além disso, o pagamento do cartão de crédito será realizado depois da viagem e o valor em dólares será convertido em reais no dia do vencimento da fatura.


Sobre segurança

Na Índia, é possível andar com impressionante segurança. Essa é uma das experiências mais fortes que todos destacam. Especialmente fora das grandes cidades, você poderá andar com sofisticadas câmeras, no meio de qualquer rua, à noite, que nada irá acontecer.

É delicioso esse aspecto da vida na Índia, para nós que moramos no Brasil. De qualquer maneira, estaremos sempre em grupo e como uma diretriz geral ficaremos sempre, no mínimo, em duplas.


Dicas sobre a bagagem

Nos voos internacionais São Paulo/Dubai/Chennai e Cochin/Dubai/São Paulo, temos direito a 2 bagagens pesando até 32kg cada e mais uma mala de mão de, no máximo, 15 kg. 

Evite levar uma única mala gigante. Além de eventuais problemas com as companhias aéreas, isso vai complicar a mobilidade, especialmente quando a mala se torne pesada pelas compras. 

Por outro lado, levar duas malas pode parecer exagero. Porém, uma vez que sairemos do Brasil com pouca bagagem, sugerimos colocar uma mala dentro da outra e despachar uma única peça. 

Na Índia,  serão os carregadores dos hotéis ou dos ônibus que transportarão as malas (nos ônibus, além do motorista, viaja um ajudante que carrega e descarrega as malas). 

No decorrer da viagem, você testemunhará o “milagre da multiplicação das malas”. Elas começam a sair de dentro de outras ou começam a serem compradas e, no final da viagem, o enorme bagageiro do ônibus ficará pequeno! 


Quer levar algum presente para as crianças indianas?

As crianças da Índia são especialmente curiosas e simpáticas. Muitas vezes eles puxam conversa e fazem infindáveis perguntas. Normalmente ficamos tocados e, quando pensamos em dar-lhes algo, não sabemos o que poderia ser. Com frequência elas pedem canetas. Sim, isso mesmo. Elas ficam muito felizes se você der uma simples BIC!

Obviamente canetas não são itens imprescindíveis para a viagem mas, se você é especialmente sensível a olhares de criança e ainda gosta de conversar com elas, talvez queira levar algumas canetas com as quais certamente poderá agradá-las.

Neste caso, vale o eterno lembrete (que será lembrado durante a viagem): se for dar alguma coisa a uma criança ou outra pessoa, faça-o quando estiver deixando o lugar. Dessa forma, caso outras pessoas se juntem ao seu redor, você já estará de saída (caso contrário, pode ocorrer de algumas dezenas de crianças rodearem você tornando quase impossível você continuar seu passeio).


Sobre as fotos

É possível filmar ou fotografar livremente?

Sim, embora em alguns monumentos (palácios, fortes e museus) seja cobrada uma taxa para entrar com a filmadora, que varia entre 100 ou 200 rúpias (entre R$ 4 e 8). Para entrar com máquina de fotos não é preciso pagar nada

Há tantas coisas belas a serem vistas que normalmente as pessoas tiram entre 1000 e 3000 fotos. Às vezes mais. Por isso, sugerimos levar vários cartões de memória para não perder nada!

Também é uma ótima idéia treinar o uso da câmera fotográfica que for usar de modo que consiga tirar lindas fotos e consiga aproveitar cada oportunidade colorida que encontre.


Que medicamentos levar?

Com sorte não precisaremos de nenhum deles, mas na Índia há farmácias alopáticas, homeopáticas e ayurvédicas, onde podem ser encontrados todos os remédios de marcas conhecidas e fabricadas pelas multinacionais. 

Porém, nada mais prático do que ter seus medicamentos bem à mão. Por isso, sugerimos que leve tudo que possa lhe ser útil. Até aqueles que você usa uma vez por ano… na dúvida, leve, mesmo que seja para trazer de volta, remédio para dor de cabeça, enjoo, resfriado, cólica e diarreia.


Bibliografia

Não há necessidade de ler sobre a Índia para desfrutar dos seus encantos. Mas certamente a leitura pode enriquecer a experiência.

Sobre a história e geografia de Índia, sugiro uma leitura básica, por exemplo nessas páginas que, por sua vez contém links para outras páginas:

https://pt.wikipedia.org/wiki/História_da_Índia

Agora, tem um romance que, mesmo volumoso é de fácil leitura e que apresenta a espiritualidade indiana vista por quem a valoriza e procura vivê-la. O livro é “Autobiografia de um Iogue” de Paramahansa Yogananda. Clique aqui para abaixar uma cópia.

Outro livro, bem mais curto mas mais denso, fala dos conceitos filosóficos e religiosos da Índia. Mesmo que algumas coisas não fiquem claras, as perguntas servirão de estímulo à curiosidade e, durante a viagem, poderemos conversar a respeito. O livro é “A Sabedoria da Índia “, de Patrick Ravignant. Clique aqui para abaixar uma cópia.


Dicas sobre fotos e filtro de linha

Uma coisa que pode ser muito útil de levar é uma “régua” ou “filtro de linha”. Como é quase certo que todos levarão vários aparelhos elétricos: câmera de fotos, filmadora, celular, carregador de pilhas, etc. é provável que o quarto não tenha tomadas suficientes para tantos aparelhos. Por isso é conveniente levar um filtro de linha para você e seu colega de quarto poderem ligar todos os aparelhos sem problemas no caso de haver poucas tomadas disponíveis nos quartos.

Outra coisa importante é levar mais de uma bateria para sua máquina de fotos. Tudo que veremos será muito exótico, colorido e chamativo. Por isso, é muito provável que você tire uma enorme quantidade de fotos. Sugiro que leve uma bateria extra para evitar que a máquina fique sem energia na metade do dia. Lembre também de levar vários cartões de memória para poder tirar fotos com liberdade. O cartão de memória pode ser comprado durante a viagem, mas a bateria costuma ser algo muito específico e dependendo do modelo da câmera fotográfica, pode não ser fácil de encontrar.

 

 


Preparando as malas: sugestões de roupas a levar

MULHERES:

sapatos: 

1 chinelo para andar dentro do quarto

1 tenis ja usado/amaciado

1 crocs

meias:

escuras, preferencialmente - 6 pares

meia com borracha embaixo (para entrar nos templos se escorregar) - 1 unidade

*se quiser, leve meias velhas, que possam ser deixadas lá. nesse caso, pode levar 1 par por dia

calças:

1 jeans, que não sejam apertados no bumbum

2 calças largas (ou saias longas na altura do tornozelo) de tecido leve (lá, certamente, você comprará muitas mais!)

camisetas:

6 camisetas largas tipo dry (ou similar) de manga curta

1 agasalho

roupa intima:

3 tops (sugiro levar no lugar do sutiã, pois são mais fácil de lavar); se quiser, leve o sutiã

6 calcinhas (pensando em lava-las no chuveiro)

cremes e cia:

1 hidratante facial

1 protetor solar para rosto

1 protetor labial

escova de dente, creme dental e fio dental

shampoo e condicionador (se você preferir, pode usar os oferecidos pelos hotéis)

escova de cabelo ou pente

tesoura, kit unha, saquinhos plásticos (para eventualidades; na India, eles usam sacos de papel)

se quiser, maquiagem bem básica (rimel, batom)

(geralmente os hotéis oferecem pente, cotonete, shampoo, sabonete, condicionador)

nao levar:

calçado de salto

brincos, pulseiras, anéis, colares, etc (você vai comprar um monte lá)

minissaia, regata, shorts e bermudas, roupa apertada e decotad

HOMENS:

sapatos: 

1 chinelo para andar dentro do quarto

1 tenis ja usado/amaciado

1 crocs

meias:

escuras, preferencialmente - 6 pares

meia com borracha embaixo (para entrar nos templos se escorregar) - 1 unidade

*se quiser, leve meias velhas, que possam ser deixadas lá. nesse caso, pode levar 1 par por dia

calças:

3 jeans ou similar

camisetas:

6 camisetas tipo dry de manga curta

1 agasalho

roupa intima:

6 cuecas (pensando em lava-las no chuveiro)

higiene pessoal:

1 protetor solar para rosto

1 protetor labial

escova de dente, creme dental e fio dental

shampoo e condicionador (se você preferir, pode usar os oferecidos pelos hotéis)

escova de cabelo ou pente

tesoura, kit unha

kit barbear

(geralmente os hotéis oferecem pente, cotonete, shampoo, sabonete, condicionador)


Sobre Ramana Maharshi 

Visitaremos o ashram de Ramana Maharshi em Tiruvannamalai, ao pé do monte chamado  Arunachala e tido como uma presença viva do próprio Shiva.

Saiba mais sobre a vida desse famoso sábio nesse site: http://advaita.com.br/ramana-maharshi/

E saiba mais sobre seus ensinamentos lendo esse livro: "Os Ensinamentos de Ramana Maharshi em Suas Próprias Palavras"


A visão de mundo de Sri Aurobindo, cujo ashram e comunidade conheceremos em Pondicherry

Nascido em Calcutá, dia 15 de agosto de 1872 e falecido em Pondicherry, em 5 de dezembro de 1950, Sri Aurobindo foi um lutador pela liberdade, filósofo, escritor, poeta, yogue e guru indiano.

Viveu na Inglaterra dos 5 aos 20 anos de vida, quando voltou a Índia.

Em 1906, com 34 anos, mudou-se para o estado de Bengala, no nordeste do país, para assumir abertamente o comando do movimento revolucionário para a independência da Índia, que durante anos havia organizado em segredo.

Acabou preso pelo governo britânico entre 1908 e 1909. Foi durante esse período que Sri Aurobindo passou por uma série de experiências espirituais que determinaram o seu trabalho futuro. Solto e certo do sucesso do movimento libertador da Índia, e respondendo a um chamado interior, retirou-se do campo político e foi para o sul da Índia, para devotar-se totalmente à sua missão espiritual.

Foi fundador do Yoga Integral, método desenvolvido para tirar a pessoa do centramento no ego, no momento e no lugar presentes, e fixá-la na unidade, no infinito espaço-temporal, levando à evolução da alma. Este evolução permite a descida do espírito, primeiro até a mente como iluminação do intelecto e intuição sem pensamentos condicionados, depois até o corpo vital e físico. Por fim, uma transformação supramental levaria ao renascimento do indivíduo através do mesmo poder que criou o universo. os indivíduos que alcançarem esse estado podem ser os iniciadores de uma nova humanidade.

Morreu aos 78 anos, no Ashram Sri Aurobindo, em Pondicherry. Seu legado espiritual, conhecido como "O Ioga de Sri Aurobindo", foi herdado pela “Mãe” (uma indiana de nome Mira Alfassa, que viveu de 1878 a 1972), sua companheira espiritual, que deu continuidade ao seu trabalho, conduzindo o Ashram e idealizando Auroville, a Cidade do Amanhecer, localizada em Pondocherry, no estado de Tamil Nadu, uma comunidade espiritual fundada em sua homenagem e baseada na visão do progresso humano e evolução espiritual.

Auroville, a cidade da paz, foi construída com o propósito de realizar a unidade humana na diversidade. Conta atualmente com cerca de 2 mil pessoas, um terço das quais indianas e as demais originárias de 35 países do mundo todo, inclusive do Brasil.

 

Link ashram: http://www.sriaurobindoashram.org/

Link Aurovile: http://www.auroville.org/

Link sociedade Aurobindo: http://www.aurosociety.org/


Com as bênçãos de Shiva!

O festival Maha Shivaratri  ou “A Noite de Shiva” é celebrado com devoção e fervor em honra a Lord Shiva, um dos deuses do panteão hindu. Ele acontece na 14º lua nova do mês hindu de Phalgun, que corresponde aos meses de fevereiro e março no calendário gregoriano. Em 2015, esse dia cairá no dia 17 de fevereiro.

Nesse dia, os devotos observam jejum e oferecem flores, frutas e folhas de bael (marmeleiro da Índia) a Shiva.

Existem várias lendas relacionadas a esse festival. Uma das mais populares diz que esse é o dia do casamento de Shiva e Parvati. Alguns acreditam que é na noite do Shivaratri que Lord Shiva realizou o “tandava”, uma dança vigorosa que é a origem do ciclo de criação, preservação e dissolução, que retrata a sua natureza violenta como o destruidor do universo. Outra lenda diz que foi nessa noite que Lord Shiva manifestou-se na forma de Lingam (símbolo reverenciado em toda a Índia e que veremos em diversos templos).

O Lingam  

O Lingam

 

Várias tradições e costumes, relacionados com o Shivaratri, são seguidas pelos devotos de Shiva. A maioria observa jejum em honra à divindade: alguns consomem apenas frutas e leite, enquanto outros não tomam sequer uma gota de água. Os devotos acreditam fortemente que a adoração sincera a Lord Shiva no dia auspicioso do Shivaratri absolve a pessoa de pecados e a liberta do ciclo de nascimento e morte. O Shivaratri é considerado especialmente auspicioso para as mulheres. Enquanto as mulheres casadas oram pelo bem-estar de seus maridos, mulheres solteiras oram por um marido como Lord Shiva, que é considerado como o marido ideal.

Para marcar o festival Shivratri, os devotos acordam cedo e tomam um banho ritualístico. Depois de vestirem roupas limpas, eles visitam o templo mais próximo para assistir aos rituais de reverência a Shiva.

Arunachala

Arunachala

No Shivaratri, a adoração a Lord Shiva continua durante todo o dia e a noite. A cada três horas, sacerdotes realizam o ritual da puja, banhando o Lingam com leite, iogurte, mel, manteiga, açúcar e água, enquanto entoam o mantra "Om Namah Shivaya" e tocam os sinos do templo. Os devotos passam a noite no templo entoando hinos e canções devocionais em louvor a Lord Shiva. É somente na manhã seguinte que devoto quebra o jejum, ingerindo prasada (alimento abençoado) que foi oferecido à divindade.

Shiva é a forma ou função de Deus mais reverenciada na Índia, pois ele representa o conhecimento que destrói a ignorância, a liberdade que destrói a escravidão aos medos e hábitos prejudiciais, a alegria que destrói toda tristeza, o perdão que destrói toda culpa...

Teremos oportunidade de falar mais sobre isso, mas, em poucas palavras, é importante entender que os hindus não tem muitos deuses, como parece numa abordagem superficial. Eles compreendem que há apenas um Deus, mas como ele exerce diferentes funções, ele pode ser representado de formas diferentes – como nós nos apresentamos de forma diferente quando estamos estudando, fazendo faxina, indo a uma festa ou arando a terra. Só há um Deus desempenhando diferentes papéis, assim como cada um de nós representa diferentes papeis: como pai, esposo, amigo, filho, irmão, professor, etc.

O devoto de Deus adora aproximar-se dele quando ele assume o papel de destruidor de toda a miséria humana. E no Shivaratri, nós, passageiros dessa viagem, teremos o raro privilégio de vivenciar essa celecebração devocional na sagrada cidade de Tiruvannamalai, onde ergue-se um templo a Shiva e que fica na beira do monte de Arunachala, que é visto como a presença do próprio Shiva!