Curso de Introdução ao Vedanta
O Vedanta trabalha com as questões filosóficas que estão na base de nossa maneira de pensar, sentir e agir; como por exemplo: Quem sou eu? O que é Deus? O que é o mundo?
É um estudo que propõe uma compreensão gradual do Eu essencial, à medida que o shravanam (o escutar), o Mananam (o refletir) e o Nididhyasana (o contemplar) acontecem no decorrer das aulas.
Os seres humanos consomem suas vidas na procura de segurança, prazeres, confortos, riquezas, fama. A todo o momento, estamos buscando encontrar, nos objetos ou pessoas, a felicidade. E no entanto, a satisfação que conseguimos através destes fatores externos é totalmente instável: Hoje eu estou plenamente feliz com o cachorro que acabo de ganhar. Mas no próximo instante, o mesmo cachorro, me traz a infelicidade ao rasgar o sofá que comprei há apenas uma semana!
Assim vivemos alguns instantes de plenitude e passamos o restante de nossas vidas numa constante busca da felicidade.
E, nessa busca, as horas de nossas vidas passam a ser preenchidas pela angustia da insatisfação e pelo sentimento de sermos inadequados e incompletos...
Todo esforço que fazemos, por mais majestoso que este seja, é sempre limitado. E, sendo assim, o resultado deste esforço necessariamente será também limitado, ou seja, incapaz de mudar nosso sentimento básico de inadequação. Estamos presos numa armadilha buscando inutilmente a felicidade em situações e objetos sobre os quais não temos total controle. Na busca de uma felicidade confiável e constante a nossa forma condicionada de pensar nos mantém como eternos perdedores.
E assim continuaremos a não ser que reconhecemos a natureza do nosso problema fundamental: Será que a felicidade que busco depende do estado do mundo, do meu corpo ou do estado da minha mente? Será que posso vir a ter controle total sobre esses fatores? Será que a minha natureza é carência e limitação?
Opondo-se totalmente à maneira habitual de pensar, o vedanta nos ajuda a perceber como caímos no erro de nos julgar seres limitados e nos guia por reflexões e discernimentos de impressionante clareza até evidenciar, para nosso entendimento reticente, que a nossa natureza real é intrinsecamente ilimitada e plena.
As aulas vão denunciando a falsidade do alicerce em que baseamos a nossa compreensão da vida e, conseqüentemente, os nossos comportamentos. Aos poucos a clareza de compreensão faz com que a paz substitua a ansiedade, a sabedoria neutralize a ignorância, o olhar dos Sábios se imponha ao olhar das neuroses.
No momento, estão abertas vagas para o Curso de Introdução ao Vedanta:
O Caminho da Iluminação
Estudo da Kaivalya Upanishad
Trata-se de uma Upanishad curta que fala de Kaivalya – a liberdade de todo condicionamento e limitação que, como você sabe, é a nossa natureza essencial. A busca dessa compreensão, seu aperfeiçoamento e assimilação é a coisa mais importante na vida uma vez que é dela que depende nossa sensação incondicional de segurança, paz, sentido e plenitude. O Curso apresenta o conhecimento espiritual que tornou a Índia famosa no mundo todo. Ele apresenta algumas reflexões e análises sobre aspectos importantes da vida humana (o amor, a felicidade, a morte, a realização, os conflitos, a paz) que são muito úteis para viver de uma forma mais plena e profunda, e que torna mais fácil lidar com situações do cotidiano de forma mais eficiente, serena, amorosa e significativa.
INÍCIO: quarta-feira 6 de agosto de 2008 às 20:15 h
Duração do Curso Introdutório: 5 aulas de 90 minutos cada uma.

Vedanta: O Diálogo Libertador
O Vedanta faz com que o aluno desenvolva imparcialidade em suas reflexões, tenha mais criticidade em suas atitudes e um pensar mais sereno e profundo, mais preciso e saudável a respeito de determinadas situações que podem envolver corpo, mente, emoções, vida familiar, trabalho, dinheiro, relacionamento amoroso, sexo...
“Uma aula típica de Vedanta inclui uma meditação preparatória para acalmar a mente e focar a atenção, para logo em seguida o professor partir para uma discussão filosófica com base em algum texto ou em aforismos clássicos. A partir daí, a fala do professor vai criando as condições para que o aluno possa vir a ter significativos insights.” – explica o professor Andrês.
O Vedanta opera uma mudança cognitiva no aluno, desenvolvendo nele a habilidade de apreciar a não-dualidade. Assentado no reconhecimento da existência universal onipresente, o aluno passa a vivenciar uma Paz incondicional, uma Paz que independende das condições do mundo, do corpo ou da mente condicionada.
A mesma indagação sistemática sobre os temas chaves da vida humana, vivenciada pelos aspirantes espirituais na Índia no decorrer dos séculos, é realizada em cada Encontro. Livros tradicionais como as Upanishds ou a Bhagavad GIta servem de suporte para o indagar espiritual.
No diálogo entre professor e aluno, a teia da ignorância vai se desfazendo abrindo caminho para a e a liberdade e plenitude emocional. Mergulhada nas palavras dos Sábios, a mente do estudante vai se libertando de ansiedades e sofrimentos pois, como diz um sábio “Não existe nada mais purificador do que o Conhecimento“.

Vedanta: O Caminho que leva ao Conhecimento do Eu
Vedanta é o estudo da real natureza do ser humano com o objetivo de resolver a ignorância fundamental com que nascem todos os homens. Esta ignorância conduz ao senso universal de limitação em cada um de nós: sentimentos de carência, incapacidade, inadequação, etc.
Seguindo um processo lógico e usando as experiências de nossa vida cotidiana como base, o Vedanta analisa a conclusão normal de todo ser humano de julgar-se limitado, que surge do fato de serem limitados seu corpo e sua mente -em termos de tempo, espaço, conhecimento e felicidade. Nas aulas se analisa a resposta universal que o ser humano dá a esta noção de limitação e que essencialmente consiste em escorçar-se para tornar-se diferente: ter um corpo mais saudável, um intelecto mais inteligente e emoções mais prazerosas, ou em outras palavras, uma vida mais longa, mais conhecimento e mais felicidade. Essa análise culmina com a clara conclusão de que a solução definitiva para o senso de limitação e carência presente em todo ser humano, nunca pode vir de ações limitadas realizadas com o corpo, o intelecto ou as emoções, mas somente do conhecimento.
O conhecimento referido aqui não é o conhecimento ordinário de objetos externos ou o conhecimento de meios e fins que utilizamos para alcançar nossos desejos e planos. O que é necessário aqui é o conhecimento de nosso verdadeiro ser, o conhecedor dentro de nós.
Trata-se de fato do conhecimento do sujeito em nós, aquele a quem nos referimos quando dizemos Eu. Como o sujeito de estudo no Vedanta, é o Eu real, a base de todas as nossas observações e experiências (eu vejo, eu ouço, eu amo, eu odeio, eu estou feliz, eu estou triste, etc) é impossível estudar esse Eu da mesma forma que estudamos os objetos. Ele não é um objeto, mas o sujeito; ele não é o observado, mas o observador. Isto é semelhante ao fato de que também é impossível para nossos olhos enxergarem a si mesmos. Porém, nós podemos usar um espelho para observá-los, e os ensinamentos do Vedanta constituem um verdadeiro espelho feito de palavras que, quando usado por um professor competente e um estudante adequadamente preparado, resultará na remoção da ignorância a respeito desse Eu. A remoção desta ignorância é uma realização que traz dramáticos resultados para o estudante ao mudar sua inteira orientação diante da vida.
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O Vedanta realmente opera como um meio de conhecimento, abrangendo diversas metodologias de ensino. O processo de ensino tem que criar um ambiente e atitude que favoreçam o aprendizado, tem que levar em conta a forma como a mente humana funciona, e reconhecer que os estudantes se aproximam do Vedanta com diferentes graus de preparação e diferentes tipos de condicionamentos.
Existem três elementos bem estabelecidos no ensino de Vedanta: ouvir, refletir e meditar. O estudante primeiro precisa se expor às aulas acompanhando o processo de auto-indagação, conduzido pelo professor. A seguir, vem a reflexão, na qual são levantadas e resolvidas as dúvidas que surgem na mente do estudante, fazendo com que a informação inicial se transforme em clara compreensão. O último passo, a meditação, consiste na assimilação do ensinamento ouvido, do qual as dúvidas foram satisfatoriamente resolvidas. Este processo não é seqüencial mas simultâneo– não terminamos de ouvir primeiro e somente então começamos a pensar sobre o que ouvimos.
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Devido à mente agitada e cheia de conflitos do estudante, é necessário que ele se exponha ao ensinamento repetidas vezes. Em cada aula as diferentes palavras usadas pelo professor, os diferentes estados mentais do aluno, assim como a própria passagem do tempo conduzem a novos insights que ampliam e aperfeiçoam a compreensão do estudante.
Desta forma o Vedanta gradualmente opera uma mudança cognitiva no aluno que eventualmente se torna total (ou seja, não sujeita a qualquer dúvida) e permanente (impossível de desfazer). A pessoa que completou sua jornada no caminho do conhecimento ou Vedanta e está firmemente estabelecida no conhecimento da não dualidade é chamado de Jñani, uma pessoa totalmente objetiva, ou em outras palavras, um sábio.
Dhru v S. Kaji
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