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Como superar a infeliz busca da felicidade, a insaciável busca da satisfação, a esforçada busca do descanso, a incompetente busca da competência, a violenta busca da paz, a medrosa busca da segurança... ?

Como seres humanos consumimos nossas vidas à procura de segurança, prazeres, confortos, riquezas, fama. A todo o momento, estamos buscando encontrar, nos objetos e relacionamentos, a felicidade. E no entanto, a satisfação que conseguimos através destes fatores externos é totalmente instável: Hoje eu estou plenamente feliz com o cachorro que acabo de ganhar. Mas no próximo instante, o mesmo cachorro, me traz a infelicidade ao rasgar o sofá que comprei há apenas uma semana!

Assim vivemos alguns instantes de plenitude e passamos o restante de nossas vidas numa constante busca da felicidade. E, nessa busca, as horas de nossas vidas passam a ser preenchidas pela angustia da insatisfação e pelo sentimento de sermos inadequados e incompletos...

Todo esforço que fazemos, por mais majestoso que seja, é sempre limitado. E, sendo assim, o resultado deste esforço necessariamente será também limitado, ou seja, incapaz de mudar nosso sentimento básico de inadequação.

Estamos presos numa armadilha, buscando inutilmente a felicidade em situações e objetos sobre os quais não temos total controle. Na busca de uma felicidade confiável e constante a nossa forma condicionada de pensar nos mantém como eternos perdedores.

E assim continuaremos a não ser que reconhecemos a natureza do nosso problema fundamental: Será que a felicidade que busco depende do estado do mundo, do meu corpo ou do estado da minha mente? Se minha felicidade depende do estado do corpo, da mente e do mundo: será que algum dia poderei ter controle total sobre esses fatores? Será que a minha natureza é mesmo carência e limitação?

Opondo-se totalmente à maneira habitual de pensar, as reflexões de muitas gerações de Sábios, (conhecidas como Vedanta) nos guiam por questionamentos e discernimentos de impressionante clareza até evidenciar, para nosso entendimento reticente, que a nossa natureza é a felicidade que sempre buscamos.

Somos felicidade porém, devido a pensamentos imprecisos, a conclusões errôneas e crenças sem fundamento interpretamos a vida, o mundo e a nós mesmos de uma tal forma que os sentimentos de carência, os medos e as preocupações tornam-se inevitáveis.

Esse pensar errôneo deve ser identificado, questionado e substituído. Aos poucos a clareza de compreensão faz com que a paz substitua a ansiedade, a sabedoria neutralize a ignorância, o olhar dos Sábios se imponha ao olhar das neuroses.

Nos Cursos, incluímos momentos de meditação e o estudo de textos antigos, como as famosas Upanishads e a Bhagavadgita. Esses textos servem de base para o diálogo entre professor e aluno e apresentam as bases para as reflexões.

Mesmo usando textos antigos, Vedanta não ensina crenças nem é um grupo espiritualista. Trata-se de reflexões que servem para remover idéias e crenças que geram nossa constante insatisfação. Podemos dizer que participar de uma aula de Vedanta é como passar um anti-virus no computador: as idéias-vírus que geram todo tipo de sentimento destrutivo são neutralizadas pelas reflexões dos Sábios.

E sabe o que acontece quando, ao invés de pensar a vida, o mundo e a si mesmo do jeito como costuma pensar, você começa a pensar como os Sábios pensam? Você passa a sentir como os Sábios sentem!

Explicar esse processo estruturado e implacável de questionamento e substituição de idéias imprecisas e neuróticas pelo pensar sereno e sábio pode parecer complicado, mas sua vivência é simples e agradável desde o início.

 

O Vedanta faz com que o aluno desenvolva imparcialidade em suas reflexões, tenha mais criticidade em suas atitudes e um pensar mais sereno e profundo, mais preciso e saudável a respeito de determinadas situações que podem envolver corpo, mente, emoções, vida familiar, trabalho, dinheiro, relacionamento amoroso, sexo...

“Uma aula típica de Vedanta inclui uma meditação preparatória para acalmar a mente e focar a atenção, para logo em seguida o professor partir para uma discussão filosófica com base em algum texto ou em aforismos clássicos. A partir daí, a fala do professor vai criando as condições para que o aluno possa vir a ter significativos insights.” – explica o professor Andrês.


O Vedanta opera uma mudança cognitiva no aluno, desenvolvendo nele a habilidade de apreciar a não-dualidade. Assentado no reconhecimento da existência universal onipresente, o aluno passa a vivenciar uma Paz incondicional, uma Paz que independende das condições do mundo, do corpo ou da mente condicionada.

A mesma indagação sistemática sobre os temas chaves da vida humana, vivenciada pelos aspirantes espirituais na Índia no decorrer dos séculos, é realizada em cada Encontro. Livros tradicionais como as Upanishds ou a Bhagavad GIta servem de suporte para o indagar espiritual.

No diálogo entre professor e aluno, a teia da ignorância vai se desfazendo abrindo caminho para a e a liberdade e plenitude emocional. Mergulhada nas palavras dos Sábios, a mente do estudante vai se libertando de ansiedades e sofrimentos pois, como diz um sábio “Não existe nada mais purificador do que o Conhecimento“.

 

Vedanta é o estudo da real natureza do ser humano com o objetivo de resolver a ignorância fundamental com que nascem todos os homens. Esta ignorância conduz ao senso universal de limitação em cada um de nós: sentimentos de carência, incapacidade, inadequação, etc.

Seguindo um processo lógico e usando as experiências de nossa vida cotidiana como base, o Vedanta analisa a conclusão normal de todo ser humano de julgar-se limitado, que surge do fato de serem limitados seu corpo e sua mente -em termos de tempo, espaço, conhecimento e felicidade.

Nas aulas se analisa a resposta universal que o ser humano dá a esta noção de limitação e que essencialmente consiste em esforçar-se para tornar-se diferente: ter um corpo mais saudável, um intelecto mais inteligente e emoções mais prazerosas, ou em outras palavras, uma vida mais longa, mais conhecimento e mais felicidade. Essa análise culmina com a clara conclusão de que a solução definitiva para o senso de limitação e carência presente em todo ser humano, nunca pode vir de ações limitadas realizadas com o corpo, o intelecto ou as emoções, mas somente do conhecimento.

O conhecimento referido aqui não é o conhecimento ordinário de objetos externos ou o conhecimento de meios e fins que utilizamos para alcançar nossos desejos e planos. O que é necessário aqui é o conhecimento de nosso verdadeiro ser, o conhecedor dentro de nós.


Trata-se de fato do conhecimento do sujeito em nós, aquele a quem nos referimos quando dizemos Eu. Como o sujeito de estudo no Vedanta, é o Eu real, a base de todas as nossas observações e experiências (eu vejo, eu ouço, eu amo, eu odeio, eu estou feliz, eu estou triste, etc.) é impossível estudar esse Eu da mesma forma que estudamos os objetos. Ele não é um objeto, mas o sujeito; ele não é o observado, mas o observador. Isto é semelhante ao fato de que também é impossível para nossos olhos enxergarem a si mesmos.

Porém, nós podemos usar um espelho para observá-los, e os ensinamentos do Vedanta constituem um verdadeiro espelho feito de palavras que, quando usado por um professor competente e um estudante adequadamente preparado, resultará na remoção da ignorância a respeito desse Eu. A remoção desta ignorância é uma realização que traz dramáticos resultados para o estudante ao mudar sua inteira orientação diante da vida. 

 

O Vedanta realmente opera como um meio de conhecimento, abrangendo diversas metodologias de ensino. O processo de ensino tem que criar um ambiente e atitude que favoreçam o aprendizado, tem que levar em conta a forma como a mente humana funciona, e reconhecer que os estudantes se aproximam do Vedanta com diferentes graus de preparação e diferentes tipos de condicionamentos.

Existem três elementos bem estabelecidos no ensino de Vedanta: ouvir, refletir e meditar. O estudante primeiro precisa se expor às aulas acompanhando o processo de auto-indagação, conduzido pelo professor. A seguir, vem a reflexão, na qual são levantadas e resolvidas as dúvidas que surgem na mente do estudante, fazendo com que a informação inicial se transforme em clara compreensão.

O último passo, a meditação, consiste na assimilação do ensinamento ouvido, do qual as dúvidas foram satisfatoriamente resolvidas. Este processo não é seqüencial mas simultâneo– não terminamos de ouvir primeiro e somente então começamos a pensar sobre o que ouvimos.

Devido à mente agitada e cheia de conflitos do estudante, é necessário que ele se exponha ao ensinamento repetidas vezes. Em cada aula as diferentes palavras usadas pelo professor, os diferentes estados mentais do aluno, assim como a própria passagem do tempo conduzem a novos insights que ampliam e aperfeiçoam a compreensão do estudante.

Desta forma o Vedanta gradualmente opera uma mudança cognitiva no aluno que eventualmente se torna total (ou seja, não sujeita a qualquer dúvida) e permanente (impossível de desfazer).
A pessoa que completou sua jornada no caminho do conhecimento ou Vedanta e está firmemente estabelecida no conhecimento da não dualidade é chamado de Jñani, uma pessoa totalmente objetiva, ou em outras palavras, um sábio.

-Dhruv S. Kaji

 

 

Estudo do Brahma Sutra

As aulas acontecerão às segundas-feiras
às 20h


INÍCIO 3 de agosto


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